Segundo relatos, o dinheiro, que havia sido acumulado ao longo de três anos de contribuições dos estudantes, estava sob a gestão da presidente da comissão, que se ofereceu voluntariamente para coordenar os recursos. Menos de um mês antes da celebração, marcada para 22 de fevereiro, ela revelou em uma mensagem a colegas que havia perdido a quantia em jogos online, especificamente no “Tigrinho”.
Veja print publicado pelo G1:
A situação levou ao registro de um boletim de ocorrência, onde os alunos detalharam que um adiantamento de R$ 2 mil já havia sido pago à empresa contratada para o evento. O restante do pagamento, que totalizava R$ 76.992,00, deveria ser efetuado até dezembro de 2024, acordo que não foi cumprido.
Sem receber o dinheiro, e após algumas tentativas de contato com a presidente da comissão, a empresa chamou os estudantes em um ultimato, em janeiro, e relatou que a mulher afirmou não ter mais o dinheiro para o pagamento.
A Polícia Civil de Chapecó abriu um inquérito para investigar o incidente, considerando possíveis crimes de apropriação indébita ou estelionato. Além disso, foi feita uma representação à Justiça com o objetivo de rastrear e tentar recuperar o valor desviado.
Enquanto as investigações prosseguem, os estudantes não desistiram de celebrar sua formatura. Eles iniciaram uma campanha de arrecadação online e planejam realizar eventos para juntar o dinheiro necessário. A nova data para a formatura foi proposta para maio deste ano, em uma tentativa de superar o contratempo e realizar o evento tão esperado.