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‘Fazer uma virgem na TV dá uma animada em casa’, diz Fabiana

“Essa pose está boa ou estou muito ‘Like a virgin’?”, pergunta Fabiana Karla, aos risos, ao fazer sessão de fotos para o EGO no condomínio onde mora, no Rio. E não é por acaso a comparação. A música de Madonna virou uma espécie de hino para a atriz, que interpreta Perséfone na novela “Amor à vida”, uma enfermeira que se guardou até os 30 anos pelo seu grande amor. “Só fiquei triste porque não usaram a música na novela. Pensei que teria um momento onde ela se libertava, cantando”, diverte-se.

Persefóne não é mais virgem, nem Fabiana, claro. Casada com o uruguaio Bruno Muniz, a atriz conta que o único momento que se sente como uma virgem – como a letra da música – é quando está com vergonha. Por exemplo, ao receber uma cantada na rua. “Não podia passar em um lugar, que sempre tinha um pretendente para resolver o meu problema. Fico sem graça porque, muitas vezes, estava com meu marido”.


A atriz chegou até receber fotos íntimas de alguns pretendentes. “Tem algumas pessoas que passam do limite. Um dia, recebi fotos – nada discretas – de um cara que dizia ter tara por gordinha e que queria resolver meu problema. Ele mandou fotos bastante expostas e desinibidas, mostrando o material”, lembra ela, aos risos.

O marido não tem ciúmes e até está gostando da repercussão da personagem. “Um dia brinquei com a Bruna Linzmeyer, que teve um laboratório intenso para a personagem, que eu tinha de fazer o meu em casa também. Vou ter de me fazer de virgem! Meu marido achou graça. Mas confesso que fazer uma virgem na TV dá uma animada em casa”, afirma.

Se o marido não tem ciúmes, o filho caçula, Samuel, de 14 anos, faz este papel. “Ele fica um pouco enciumado se tem muita gente em cima e ainda fala sobre o meu decote”, diverte-se ela, que ainda é mãe de Beatriz e Laura, de 16 e 15 anos, respectivamente.

Physique du rôle

Fabiana sempre teve a autoestima elevada e por isso foi tão difícil para ela fazer as cenas em que Perséfone era desprezada pela família do marido por estar acima do peso. “Nunca sofri com os padrões impostos. Acho que tinha mais problema pelo meu cabelo ser ruim do que pelo meu peso”, diz ela, acrescentando: “Não faço apologia à gordura, levanto a bandeira do bem-estar. Sou a favor da pessoa estar se sentindo bem e se agrade. Como você vai vender seu peixe se você própria não compra?”. 

A atriz ainda avalia a falta de escalação de atores “gordinhos” para papéis de protagonista. “Os autores têm medo de ousar. Quando eu interpretava Helena na peça ‘Gorda’, até brinquei que queria fazer uma Helena gordinha de Manoel Carlos. Ia ser o máximo! Mas, por mais que estejamos quebrando alguns padrões da TV, o preconceito ainda está muito atrelado. As pessoas têm uma ideia torta do que seria uma heroína. Nos contos de fadas não têm a princesa gorda. É como se fosse um demérito!”, analisa.

A maior preocupação da atriz foi não associar a virgindade da personagem ao peso. “Já pesei 60 quilos, mas sinceramente me acho bem melhor hoje e vou dizer, de boa, que sempre tive meu amorzinho! Namorei bastante e todos gatinhos”, diz ela. Fabiana também se entrega à profissão e afirma que faria tudo por um personagem, caso se apaixonasse por ele. “Rasparia a cabeça, faria uma dieta séria. Acho que só não engordaria mais porque seria sacanagem comigo. Além disso, pode-se usar enchimento”.

Depois da novela, Fabiana já tem vários projetos. Além de lançar um livro infantil “O rapto do galo”, com personagens do folclore nordestino, ela produz o documentário “O caso Dionisio Diaz”, sobre um santo uruguaio. E a atriz ainda pode casar novamente. “Foi tão gostoso entrar na igreja como a Persefóne, que fiquei com vontade. Tem uma enorme torcida no Uruguai para renovarmos nossos votos lá. Quem sabe? Meu marido está empolgado”, diz ela, que não teve uma cerimônia tradicional.

Fonte: EGO

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